| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

NORDESTINIDADE
Desde: 27/01/2003      Publicadas: 23      Atualização: 29/01/2003

Capa |  Arte Nordestina  |  Editorial  |  Personalidades  |  Tradições e Festas


 Arte Nordestina
  27/01/2003
  0 comentário(s)


Madeira do Rosarinho conta sua história
Quem se encanta com o brilho do figurino e das fantasias que o bloco carnavalesco Madeira do Rosarinho coloca na Avenida Dantas Barreto durante o Carnaval, não imagina as dificuldades pelas quais a agremiação vinha passando e nem desconfia dos casos que marcaram a história dos ‘madeirenses’.
Madeira do Rosarinho conta sua históriaBoa parte desses fatos estará registrada no vídeo Madeira que Cupim Não Rói, que a Companhia Pernambucana de Artes (CPA) produz com o apoio do Sindicado dos Previdenciários (Sindsprev) e do Sindicado de Empregadores (Siemacc).

O vídeo foi lançado no dia 6 de setembro – dia em que o clube completou 75 anos de fundação – o documentário resgatou a nostalgia dos antigos desfiles que tomavam o centro do Recife, mesclando imagens de arquivo de TV alternadas com depoimentos de personagens que ajudaram nas conquistas de glórias do Madeira do Rosarinho.

O roteiro foi idealizado por Eraldo Lira em 1995. Há um ano ocupando a direção social do clube, este apaixonado pela tradição carnavalesca das agremiações recifenses sensibilizou-se com o descuido com o qual a cúpula do bloco conduzia os passos do Madeira no início dos anos 90. “Muito do arquivo fotográfico e do nosso figurino histórico foi perdido por desleixo. Houve um ano, inclusive, que o clube não desfilou por incompetência administrativa”, relembra.

Outro estímulo que o fez tocar o projeto adiante foi quando percebeu o tamanho da comoção que a música de Capiba (homônima ao título do vídeo) provocava nos idosos, estudantes e intelectuais sempre que era tocada. “Quando via senhoras chorando no Bloco da Saudade ao ouvir Madeira que cupim não rói, pensei que a origem de tudo precisava ser registrada e contada”, diz.

REVELAÇÕES – E é isso que acontece quando Zezita Barbosa, esposa de Capiba, dá seu depoimento ao projeto sobre o quanto o Madeira do Rosarinho significou para seu marido; além de revelar detalhes de como a composição foi concebida. A origem do nome da agremiação também é explicada. Outros personagens no vídeo contam que, na década de 20, dissidentes do bloco Inocentes do Rosarinho estavam reunidos debaixo de uma gogóia e batizaram a escola com o nome dessa árvore. “Mas o nome não soava bem. Como a gogóia é uma madeira que dá cupim mas não cai fácil, pensaram em Madeira Que Cupim Não Rói e depois ficou Madeira do Rosarinho”, conta Eraldo.

Quem também lembra outros ‘causos’ no documentário é Maria ‘Cantora’. Ela é conhecida na comunidade do Rosarinho pela determinante participação no coral da agremiação nas décadas de 60 e 70. Mesmo estando hoje com 70% da fala comprometida, Maria cantou velhas canções para a câmera do diretor Ademir Paulo, e entoou outras inéditas. “Infelizmente não teremos a participação de pessoas imprescindíveis para esse documentário; como Dona Erci, já falecida. Ela compôs a presidência do Madeira por 30 anos e era a história do clube em pessoa”, lamenta o roteirista Eraldo.

FORMATO – Ademir Paulo está captando as imagens de Madeira que Cupim Não Rói em VHS. Todo o trabalho foi feito com parcos recursos levantados pela CPA. “Além de funcionar como um registro inicial, esse projeto servirá como um prospecto para um outro documentário mais apurado que queremos fazer no futuro”, adianta Ademir.

Para ele, os 75 anos do Madeira do Rosarinho guardam histórias ricas o suficiente para realizar vários filmes. “Os planos para o próximo vídeo é usar o formato Betacam e, conforme o retorno do projeto atual, ampliar as imagens para película e inscrever o filme em festivais do País”. Hoje, além de assinar a direção do documentário sobre o Madeira do Rosarinho (no qual vem aplicando o que aprendeu na ONG Auçuba), Ademir colabora na produção do curta-metragem A Carteira, de Maria Pessoa.




  Mais notícias da seção Conheça mais... no caderno Arte Nordestina
28/01/2003 - Conheça mais... - A FIGURA DO VAQUEIRO
Vestido de couro da cabeça aos pés, o vaqueiro enfrenta a natureza jnóspita do cerrado e do sertão, em seu trabalho ao ar livre. 0 chapéu protege sua cabeça do sol, gibão e perneiras evitam que seu corpo se fira d urante as carreiras a cavalo, ajuntando e conduzindo bois. ...



Capa |  Arte Nordestina  |  Editorial  |  Personalidades  |  Tradições e Festas
Busca em

  
23 Notícias